Proibir aborto não reduz ocorrências, diz OMS

Atualizado: 24 de jun. de 2019
Uma pesquisa publicada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) na revista The Lancet apontou que a proibição ou restrição do aborto não contribui para a redução do número de casos de gestações interrompidas.
Segundo o estudo, em países onde há proibição do aborto ou é permitido somente no caso de risco à saúde física da mulher, apenas um em cada quatro abortos é seguro. Por outro lado, em países onde o aborto é legal, aproximadamente nove entre dez abortos são realizados de maneira segura. Assim, restringir o acesso ao procedimento não necessariamente tem êxito em reduzir o número de abortos realizados.
O levantamento apontou que hoje 25 milhões de abortos inseguros são feitos anualmente no mundo todo, sendo que 97% desses casos são registrados na América Latina, Ásia e África. "Mais esforços são necessários, especialmente em regiões em desenvolvimento, para garantir acesso a métodos de contracepção e abortos seguros", defendeu Bela Ganatra, cientista do Departamento de Saúde Reprodutiva e Pesquisa da OMS e responsável pela pesquisa.
Segundo ela, se os padrões da OMS forem seguidos, o risco de complicações severas em um aborto é pequeno. Entre 2010 e 2014, as estimativas apontam que 55% dos abortos foram realizados de uma maneira segura, o que significa que foram realizados por pessoas treinadas, usando métodos recomendados pela agência de saúde da ONU.




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