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Câncer de mama: diagnóstico precoce salva vidas

  • Foto do escritor: Forum Aborto Legal RS
    Forum Aborto Legal RS
  • 11 de out. de 2022
  • 2 min de leitura

No Brasil, entre todos os tipos de câncer, o de mama é o que tem a maior taxa de mortalidade entre as mulheres - em média, cerca de 50 pessoas morreram por dia em 2021 no Brasil, mostram dados do Ministério da Saúde. Também é o segundo com incidência mais alta, ficando atrás apenas do de pele. Só neste ano, devem surgir 66.280 novos casos da doença no país, de acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca). Entre 2016 e 2020, os maiores percentuais na mortalidade proporcional por câncer de mama foram os do Sudeste (17,2%) e Centro-Oeste (16,8%), seguidos pelo Nordeste (15,6%) e Sul (15,5%) (INCA, 2022). Tendo em vista este cenário, campanhas como o Outubro Rosa são fundamentais para aumentar a conscientização sobre o assunto.


Todas as mulheres, independentemente da idade, podem conhecer seu corpo para saber o que é e o que não é normal em suas mamas. A maior parte dos cânceres de mama é descoberta pelas próprias mulheres. Olhe, apalpe e sinta suas mamas no dia a dia para reconhecer suas variações naturais e identificar as alterações suspeitas. Em caso de alterações persistentes, procure o posto de saúde.





Fique atenta aos sinais e sintomas suspeitos de câncer de mama:

• Caroço (nódulo) endurecido, fixo e geralmente indolor. É a principal manifestação da doença, estando presente em mais de 90% dos casos.

• Alterações no bico do peito (mamilo).

• Pequenos nódulos na região embaixo dos braços (axilas) ou no pescoço.

• Saída espontânea de líquido de um dos mamilos.

• Pele da mama avermelhada, retraída ou parecida com casca de laranja.


Qualquer caroço na mama em mulheres com mais de 50 anos deve ser investigado! Em mulheres mais jovens, qualquer caroço deve ser investigado se persistir por mais de um ciclo menstrual. Alterações suspeitas também podem ser avaliadas pelo exame clínico das mamas, que é a observação e palpação das mamas por médico.


A Organização Mundial da Saúde (OMS), o Ministério da Saúde e o Inca recomendam que mulheres de 50 a 69 anos façam mamografia a cada dois anos caso não tenham sintomas ou histórico familiar do câncer de mama. Já a Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) é mais conservadora e indica a realização a partir dos 40 anos, idade que pode cair para até 25 se a paciente tiver caso da doença na família em parente de primeiro grau, como mãe ou irmã. Porém, a mamografia diagnóstica, aquela que é solicitada para elucidação de alterações palpáveis, deve ser realizada em qualquer idade sempre que necessário.


Lembrando sempre: a mulher tem direito à assistência integral por meio do Sistema Único de Saúde, o SUS. Os planos de saúde também têm o dever legal de cobrir todo o tratamento, inclusive a cirurgia reparadora nos seios.


É possível reduzir o risco de câncer de mama, para isso é preciso manter o peso corporal adequado, praticar atividade física e evitar o consumo de bebidas alcoólicas. A amamentação também é considerada um fator protetor.


A saúde é um direito de todas nós e dever do Estado.


Fonte: Inca

 
 
 

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