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Fórum Aborto Legal do RS no G-20 Social

  • Foto do escritor: Forum Aborto Legal RS
    Forum Aborto Legal RS
  • 19 de nov. de 2024
  • 3 min de leitura

Atualizado: 19 de nov. de 2024


O Fórum Aborto Legal do Rio Grande do Sul (FALRS) esteve presente na atividade “Mulheres no G20 pela Vida, Pelo Meio Ambiente e Pela Paz no Mundo”, que integrou a programação autogestionada do G-20 Social, realizado entre os dias 14 e 16 de novembro, na cidade do Rio de Janeiro. 


A plenária foi proposta pela União Brasileira de Mulheres (UBM), em conjunto com diversas entidades nacionais e internacionais, com o objetivo de unir vozes e forças em prol de um futuro mais justo e pacífico para todas as mulheres. O processo de construção incluiu encontros que resultaram em um documento com reivindicações e questões do dia a dia que refletem o olhar das mulheres sobre o mundo, trazendo as prioridades das mulheres em torno aos eixos: combate à fome, à pobreza e à desigualdade; sustentabilidade e transição justa; reforma da governança global. O documento final foi enviado à organização do evento e pode ser acessado aqui.


Renata Jardim, do Cladem/FALRS, falou sobre a luta das mulheres pelo fim da violência e pela garantia da autonomia sexual e reprodutiva, que vem sendo ameaçadas por projetos de lei como o PL 1904/24, que quer criminalizar quem realiza aborto após 22 semanas. “No Rio Grande do Sul, através do Fórum Aborto Legal RS, experiência pioneira no Brasil que congrega diferentes atores na garantia do acesso ao aborto legal, além de nos somarmos à luta nacional contra o PL 1904/24, atuamos também pelo arquivamento de projetos de lei que tramitam aqui no estado e que querem constranger e torturar as mulheres que buscam o aborto legal nos serviços de saúde”, explicou. 


Também destacou a mobilização coletiva através da “Campanha Criança não é mãe” e a luta contra a retomada da tramitação na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara de Deputados da PEC 164/12, afirmando a necessidade de unidade, de seguir juntas na luta por justiça de gênero no Brasil, para barrar retrocessos e garantir direitos conquistados.


Lançamento de documentário


Também foi lançado, durante atividade autogestionada proposta pelo Movimento de Trabalhadoras e Trabalhadores por Direitos (MTD), o documentário Mulheres no enfrentamento à crise climática em Eldorado do Sul/RS, disponível online em https://youtu.be/XM8nN9Io9DM?si=QQwHCtsTHZ7WnJBB. Com direção e edição de Manuela Villagrán e Mariana Borges, o documentário apresenta o trabalho desenvolvido pelo MTD na cidade de Eldorado do Sul para mitigar e enfrentar a crise climática. Parte das gravações aconteceram no Ponto Popular de Trabalho, Alimentação e Saúde na cidade Verde, durante uma das rodas de conversas realizadas pelo Fórum Aborto Legal RS em Eldorado do Sul. Esse encontro integra um ciclo de atividades do FALRS de monitoramento do impacto da catástrofe climática sobre as mulheres. O espaço, desde sua inauguração, reúne semanalmente mulheres atingidas pelas enchentes para escuta e acolhimento de suas demandas e sentimentos, bem como para organização coletiva para geração de trabalho e renda, luta por melhores condições de vida e enfrentamento das discriminações de gênero. 


A atividade no G-20 Social teve o objetivo de compartilhar as experiências do movimento no enfrentamento à fome e a pobreza nas periferias brasileiras, as mais afetadas pelos desafios da humanidade: as mudanças climáticas, os conflitos geopolíticos e a precarização da vida. 


A partir do seu trabalho de assessoria realizado durante a crise climática em Eldorado do Sul, Renata Jardim, que também integra o Cladem/FALRS, falou sobre a importância da luta social pela garantia de direitos e da organização coletiva das mulheres, sendo elas as mais afetadas pela crise climática. Renata chamou a atenção ainda para a importância da luta por justiça climática, que só é justiça se as mulheres estiverem no centro dos debates e das estratégias, “porque somos nós mulheres, as mais impactadas pela crise climática”.


“Enquanto as mulheres e meninas representam 80% das pessoas deslocadas pela mudança climática e por desastres naturais, têm 14 vezes mais risco de morrer ou ficar feridas, têm seus corpos violados durante os deslocamentos forçados, são as mais impactadas financeiramente e que mais se sobrecarregam com o trabalho de cuidado e sobrevivência, quem debate este tema são em sua maioria homens”, afirmou. Renata destacou que a falta de representação das mulheres nos espaços de poder e decisão resulta em estratégias de prevenção e resposta que desconsideram as questões de gênero e suas interseccionalidades no seu desenho e implementação. 


Espaços coletivos de cuidado, de organização social das mulheres, como a experiência de Eldorado do Sul durante a crise climática, são fundamentais. “Só vamos garantir o avanço da igualdade de gênero e o fim da violência contra as mulheres, através do fortalecimento das organizações feministas, dos movimentos e dos coletivos de mulheres que vivem nos territórios”, completou Renata.







 


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