Fórum Aborto Legal RS leva justiça reprodutiva ao diálogo climático da COP30
- Forum Aborto Legal RS

- 19 de set. de 2025
- 2 min de leitura

O Fórum Aborto Legal RS (FAL/RS) teve uma participação destacada em um diálogo preparatório crucial para a COP30 Brasil Amazônia, reforçando a conexão vital entre justiça reprodutiva e a agenda climática. A atividade, realizada no dia 12 de setembro de 2025, em Porto Alegre, foi co-organizada pela Defensoria Pública do Estado do Rio Grande do Sul (DPE/RS) e pelo Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania do Governo Federal, integrando o projeto “Vozes dos Biomas rumo à COP30 Brasil Amazônia”.
Representando o Fórum Aborto Legal RS, Claudia Prates contribuiu ativamente com a discussão. Sua participação sublinhou a importância de integrar a perspectiva da justiça reprodutiva nas políticas e debates sobre as mudanças climáticas, destacando como as crises ambientais afetam desproporcionalmente as mulheres e o acesso aos direitos sexuais e reprodutivos.
A presença do FAL/RS neste diálogo é um passo crucial para assegurar que a saúde e os direitos reprodutivos sejam pautas inegociáveis em qualquer estratégia de enfrentamento às mudanças climáticas.
Vozes dos Biomas
O projeto “Vozes dos Biomas” promove oficinas de escuta em cada um dos seis biomas brasileiros, coletando propostas e demandas de comunidades locais. A edição gaúcha focou nos desafios da crise climática no bioma Pampa, reunindo especialistas, profissionais e lideranças locais. Dentre as convidadas especiais, esteve a primeira-dama Janja Lula da Silva. As recomendações resultantes serão compiladas em uma carta a ser entregue à Presidência da COP30 Brasil Amazônia, que ocorrerá em novembro de 2025, em Belém do Pará.
Este processo de escuta visa dar voz aos territórios e às pessoas mais afetadas pela crise climática, garantindo que suas soluç
ões e desafios locais sejam considerados nas decisões internacionais.
As "Cartas dos Biomas" resultantes dessas escutas serão fundamentais para a integração de todas as demandas e para a formulação de indicadores para a agenda de ação brasileira, onde a justiça reprodutiva, agora, tem um espaço garantido de debate e proposição.




Comentários